Deeptech de Uberlândia capta R$ 10 mi para exportar IA industrial - Pipeline

Direct Source Verification: This story is aggregated from G1 Globo (globo.com). Full reporting rights and copyright belong to the primary publisher.
A Aimirim, uma deeptech nascida em Uberlândia, quer conquistar o mundo. Fundada em 2016, a startup de digitalização da indústria captou sua primeira rodada de investimento, de R$ 10 milhões, para fisgar grandes clientes globais, aumentando um portfólio que já inclui Raízen, Briti...

A Aimirim, uma deeptech nascida em Uberlândia, quer conquistar o mundo. Fundada em 2016, a startup de digitalização da indústria captou sua primeira rodada de investimento, de R$ 10 milhões, para fisgar grandes clientes globais, aumentando um portfólio que já inclui Raízen, British American Tobacco (BAT), Mondelez e Agropalma.

A rodada seed foi liderada pela gestora de venture capital Indicator Capital, cuja tese busca startups que trabalhem com sensores e aparelhos inteligentes (IoT) na indústria. O cheque também foi coliderado pela SP Ventures, firma especializada em negócios de tecnologia para o agronegócio.

“Chegamos até aqui sendo bootstrap, mas um dos motivos para essa rodada é acelerar a velocidade com que estamos entrando no mercado, porque acreditamos que nosso produto está maduro o suficiente para escalar com velocidade”, afirma Renato Pacheco Silva, CEO e cofundador da Aimirim junto de Felipe Adriano Gonçalves, que é o CTO, e Camila Borges, diretora de operações.

O capital levantado tem o objetivo de triplicar o número de clientes da Aimirim nos próximos anos, especialmente no middle-market. Com a ajuda dos novos investidores, a startup está trazendo executivos de vendas e um time de comercial, área que ainda não estava estruturada.

A Aimirim trabalha com automação industrial avançada, misturando uma série de tecnologias de ponta para serem aplicadas no mundo real. Por meio da plataforma proprietária chamada Tupana, a startup leva controle preditivo e IA para o chão de fábrica de setores pouco digitalizados, como agronegócio, mineração e celulose.

O portfólio reúne quatro frentes: automação em tempo real, gêmeo digital para simulação de cenários, gestão de sensores IoT e análise de dados industriais. A empresa afirma que já gerou economia de R$ 1 milhão por safra para a Raízen e, para a BAT, eliminação de 65 toneladas de CO₂ por ano.

Em outra frente, a indtech busca desenvolver seu próprio PLC, um computador programável que controla máquinas e processos no chão de fábrica, com investimento de R$ 5 milhões e previsão de ficar pronto no fim do ano. Esses dispositivos hoje dependem de fornecedores internacionais.

“Quando se precisa muito dele, o hardware fica travado nesses vendedores grandes. Com uma borda e integração nossas, vamos ficar independentes”, garante o CTO.

“Esse trio de fundadores é um caso clássico de mosca branca. Essa é a verdadeira deeptech nacional”, diz Derek Bittar, cofundador da Indicator. Segundo ele, os LPs do fundo, de US$ 70 milhões, ficaram “de queixo caído” quando souberam do negócio da Aimirim – o veículo tem Lenovo, Motorola, Mutilaser, BNDES e Qualcomm entre os investidores.

A SP Ventures foi quem descobriu a Aimirim. Com clientes no agro, a gestora ficou interessada no negócio da startup mineira, que diz ter tido sempre Ebitda positivo e receita em dólar – a empresa não abre os números. “Isso confirma que a tecnologia de ponta deles é muito diferenciada e está indo para o mundo”, explica o sócio Alexandre Stephan.

A SPVentures alocou o capital por meio do fundo 3, lançado no início deste ano com target de US$ 80 milhões – a casa já levantou US$ 50 milhões. A Aimirim foi o terceiro cheque do veículo, que tem expectativa de fazer cerca de 20 aportes em cinco anos. Já a Indicator afirma que foi o último cheque do fundo atual, que agora deve se concentrar em follow-ons e saídas.

Original Source
https://pipelinevalor.globo.com/startups/noticia/deeptech-de-uberlandia-capta-r-10-mi-para-exportar-ia-industrial.ghtml
Visit G1 Globo ↗
SHARE STORY:
𝕏 f in

Related Coverage in Crime